Indicado para tendinite de Aquiles, eliminação de impacto e pressão, alívio das dores plantares, contusões, entorse e esportistas em geral. Suas ranhuras dissipam a energia gerada pelo impacto, amortecendo e impulsionando o pisar. Possui ogiva no calcâneo e metatarso para promover alívio mais acentuado da pressão em ambas regiões.
Patologias relacionadas a este produto
Luxações e
Fraturas
Dentre os diagnósticos mais comuns temos as fraturas do tálus, do
calcâneo, dos metatarsianos, das falanges, dos sesamóides,
fraturas-luxações de Lisfranc e do tálus, luxações tibiotalares e
subtalares.
São causadas por trauma e podem resultar posteriormente em complicações
dolorosas como esporões, síndromes nervosas, artrose ou desvios do
calcanhar. Todas as alterações estão relacionadas ao desarranjo da
arquitetura do pé.
É importante que este indivíduo busque a diminuição do impacto sob o pé
afetado, fazendo uso de calçados confortáveis ou palmilhas de silicone
anti-impacto e somente retornando às atividades físicas mais intensas
quando permitido pelo médico.
Contusões
As contusões são traumas sofridos por parte mole (músculo,
ligamentos, tendões) que não chegam a provocar fraturas. Geralmente são
causadas pela prática esportiva.
As lesões causam dor intensa, perda de sensibilidade, edema,
incapacidade de suportar a descarga de peso e precisam de atenção
médica. Casos mais simples podem receber apenas tratamento caseiro.
O método REGECE acelera a resolução do quadro, e consiste de Repouso,
Gelo, Compressão e Elevação do membro afetado o mais rápido possível,
por ao menos 48 horas após a lesão.
Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.
O uso de palmilhas e demais produtos para absorção de impacto também são
indicados, pois resultam na eliminação da pressão em todo sistema
ósteo-articular.
Lesões
Ligamentares
Os estiramentos ou entorses são traumas bastante comuns causados
por uma tensão brusca dos ligamentos. Geralmente são provocados por
atividade esportiva ou queda.
O motivo da lesão é facilmente identificado pelo paciente. O local que
sofreu a lesão fica dolorido, podendo haver presença de edema e hematoma
de acordo com a gravidade da lesão. Os sintomas normalmente não são
muito intensos, mas predispõe à entorses de repetição.
O tratamento imediato consiste do repouso, podendo fazer uso de uma tala
imobilizadora, aplicação de gelo e uso de antiinflamatórios prescritos
pelo médico. Cirurgias raramente são necessárias. A evolução do quadro
com dor, fraqueza muscular e instabilidade é indicação da necessidade de
fisioterapia e uso de palmilhas.
Atrofia do
Coxim Plantar
O coxim plantar é o amortecedor que temos na sola dos pés entre a
pele e os ossos. Com a idade, após 45-50 anos, este coxim tem uma
predisposição natural do organismo a se degenerar e diminuir sua função
de amortecimento dos choques. A localização mais importante deste coxim é
no calcanhar Q
e sob as
cabeças metatarseanas, na região logo atrás dos dedos ("bola do pé").
Existem várias doenças que podem levar à atrofia deste coxim, como
doenças reumáticas, diabetes, outras doenças do tecido colágeno e também
seqüela de trauma no pé. Outro fator que pode levar à atrofia é
fazer-se infiltração no pé com cortisona e esta infiltração ser
realizada no coxim.
Durante a marcha normal, um indivíduo joga em torno de 110% do peso
corporal no calcanhar e quando corre este percentual pode ser mais do
dobro deste peso.
Um adulto normal, em torno de 70-80 kg, durante uma caminhada leve, pode
descarregar em torno de 3500 g/cm2, variando-se com altura, peso
corporal, tamanho do pé. Quando corre, com no mínimo a duplicação destes
valores, esta pressão pode subir a 7000-8000 g/cm2.
Em um pé com um bom amortecedor na sola (pelo coxim plantar) isto não é
problema, mas com os anos isto pode ser fator de dores localizadas na
área citada. Por isto que um bom tênis e às vezes palmilhas são muito
recomendáveis, bem como evitar-se terrenos muito duros, especialmente
nas corridas de distâncias maiores. A preocupação torna-se maior ainda
quando o corredor é portador de diabetes, uma vez que com os anos da
doença, esta pessoa vai diminuindo gradativamente tanto a vascularização
(quantidade de sangue que chega ao pé) quando a sensibilidade.
Além do fato do envelhecimento natural do coxim, esta pessoa é
predisposta já a atrofia-lo. Uma pessoa com diabetes, com um coxim
deficiente, com valores de pressão próximos de 10000 g/cm2, tem uma
grande chance de abrir úlcera na sola do pé (sendo o local mais comum
debaixo das cabeças dos metatarsos, ou na bola do pé e também no
calcanhar).
Além desta alteração da sensibilidade, ocorre uma alteração do formato
dos dedos pela neuropatia motora com atrofia de alguns músculos que
estabilizam as articulações dos dedos e a formação de dedos em garra,
martelo, que predispõem formação de calos no dorso dos dedos e pelo
atrito dos calçados também pode haver problema de ulcerações.
Existe um exame que avalia qual o valor de pressão que a pessoa joga na
sola do pé, em cada ponto, durante o apoio, que se chama BAROPODOMETRIA
COMPUTADORIZADA e que é realizado nos grandes centros de ortopedia dos
pés no Brasil (há este aparelho em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo
Horizonte, Santa Maria-RS, Porto Alegre). Portanto, cuidar do
amortecedor dos pés é tão ou mais importante do que do amortecedor do
carro (que com problemas pode levar a acidentes graves nas curvas).
Fratura de
Estresse
Este tipo de fratura é bastante comum em atletas, e ocorre quando o
indivíduo submete seu osso normal à cargas anormais.
O osso saudável sofre quando forças de tensão, compressão ou rotação são
aplicadas constantemente sobre ele. Este quadro se inicia com pequenas
fissuras nas regiões que estão sofrendo maiores tensões, que não chegam
nem mesmo a ser visíveis ao Raio-X. Persistir com as atividades faz com
que estas fissuras vão avançando até culminarem com a fratura de
estresse.
Essa lesão normalmente é descoberta antes da existência de uma fratura
real, pois a dor da microfratura é um sinal importante a ser respeitado e
faz com que a pessoa diminua sua carga de esforços. O planejamento
adequado das atividades físicas, o uso do calçados adequados, órteses e
palmilhas de silicone de absorção impacto trarão melhora do quadro e
devem ser acompanhado pelo fisioterapeuta e educador físico.